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[Quinta-feira, Dezembro 15]
Ola Amigos (as)
Por motivo de ordem funcional estarei encerrando as atividades desse blogger devendo em breve oportunidade estar inaugurando um novo espaço, possivelmente em novo provedor...
Quero agradecer aos que me visitaram,que deixaram comentarios aqui, que marcaram presença sempre dizendo que, o convivio com pessoas que desconheço o rosto em sua maioria, me fizeram com prazer conhecer a sinceridade das palavras e suas opiniões.
Desejo um otimo Natal a todos e um Ano Novo cheio de paz
Monika.

por Monka * 9:18 AM
[Domingo, Dezembro 11]
E quem nao ama Tom Jobim?....
Fotografia
(Tom Jobim)
Eu, você, nós dois
Aqui nesse terraço à beira-mar
O sol já vai caindo e o seu olhar
Parece acompanhar a cor do mar
Você tem de ir embora
A tarde cai
Em cores se desfaz, escureceu
O sol caiu no mar e aquela luz
Lá embaixo se acendeu
Você e eu
Eu, você, nós dois
Sozinhos neste bar à meia-luz
E uma grande lua saiu do mar
Parece que esse bar já vai fechar
E há sempre uma canção para contar
Aquela velha história de um desejo
Que todas as canções têm pra contar
E veio aquele beijo.
"Nao vive quem se economiza,quem quer felicidade parcelada em 24 meses sem juros. Ser feliz nem está em pauta. O que está em pauta é a caça incessante ao que nos é essencial: ter paixões e amigos" - Marta Medeiros
por Monka * 7:46 AM
[Terça-feira, Dezembro 6]
O Retrato
Não olhe para o meu retrato
Ele nada revela de mim mesma
Meus sonhos e anseios
Ainda estão guardados
Profundos devaneios
Minha cara uma alegria
Ás vezes disfarçada
No sorriso que escondi
Em várias madrugadas
Atrás dos copos de chope
Misterioso néctar
Meu lado moleque
De sujar a boca de sorvete
Está nas caretas que faço
Quando me vejo na frente do espelho
Escandaloso revelador da alma
As vezes estou levitando
Procurando onde pousar minha timidez
Tão nítida e presente
E que nem todos percebem
Ou sentem
Tenho sim vários retratos
Mas acho que não me identifico em nenhum deles
Simplesmente quase não me fotografo
Guardo silenciosa as imagens do meu interior
Que para mim são as mais bonitas
E que revelam quem eu sou
Uma eterna poeta
Catadora de sonhos

por Monka * 9:09 AM
[Quinta-feira, Dezembro 1]
Se você quiser me contar seus segredos
Sou todo ouvido
Se os seus sonhos não derem certo
Estarei sempre lá pra você
Se precisar se esconder
Terá sempre minha mão
Mesmo se o céu desabar
Estarei sempre contigo
Sempre que precisar de um lugar
Haverá meu canto, pode ficar
Se alguém quebrar seu coração
Juntos cuidaremos
Quando sentir um vazio
Você não estará sozinha (o)
Se você se perder lá fora
Buscarei você
Levarei você pra algum lugar
E quando tudo parecer estar perdido
E você precisar de uma amiga(o)
Eu estarei sempre aqui

por Monka * 1:07 PM
[Terça-feira, Novembro 29]
Eu quero ser louca...sem loucuras lúcidas, sem loucuras sóbrias. Sem loucuras ditas. Nem loucuras entendidas.
Eu quero ser louca, de dizer verdades, de acreditar em sonhos, de viver mentiras.
Eu quero ser louca. Como uma estranha. Calada, quieta, fingida.
Eu quero ser louca. Das que gritam, que choram, que brigam.
Eu quero ser louca. Dizer trinta mil vezes frases repetidas, abraços repentinos, beijos sem despedidas.
Eu quero ser louca. Loucura insana, porque são raras. Loucuras verdadeiras, porque são poucas.
Eu quero ser louca...fazer loucuras por apenas um motivo: a minha repentina vontade.
Porque, na verdade, só os loucos fazem sentido...
*******
Escrevi mil palavras diferentes
Sem rimas
E fingi a diversidade
Menti qualquer verdade
E então num beijo em ti
Descobri
Todas as poesias (by Evandro)

por Monka * 5:03 PM
[Domingo, Novembro 27]
Amores Urgentes
Amores urgentes
Amores apressados
São amores
Que logo se vão
Amores serenos
Amores prudentes
Para sempre serão
O afoito beijo guloso
Deixa marca de batom
Mas só o beijo delicado
Deixa marca no coração
Sede de engolir
Ânsia de comer
Devora rápido o amor
Saborear com calma
Pedacinho por vez
Segue junto aonde for
Para viver este amor
O amor de todos os sonhos
Nada a fazer, nada a buscar
Pois ele um dia enfim chega
É deixar rolar a vida.

por Monka * 9:54 AM
[Sexta-feira, Novembro 25]
Hoje eu queria uma casinha assim em uma fazendinha assim..Queria correr pelo campo verde e cavalgar cavalos lindos...Queria tomar banho de chuva e de cachoeira, deixando o corpo molhar a vontade e esquecer horarios, compromissos e agendas...Queria comer pão feito no forno a lenha, tomar chocolate quente a noite quando o friozinho chegasse e um bom vinho mais tarde, a beira da lareira (fazenda que se presa tem que ter lareira...).Queria ter pessoas queridas em volta, trocar bate-papo amigo, confissões de adolescente, relembrar momentos da vida que nao voltam mais e ouvir palavras bonitas, simples e que sempre trazem algum encanto...Queria poder deitar na grama do lado de fora e ver estrelas salpicando o céu...que nem vagalumes..brilhantes! Queria isso assim,simples, como esse texto que redijo agora
imaginando que uma casinha de fazenda hoje seria tudo de bom na minha vida...Queria poder estar la..com meus livros e rabiscos, minhas cartas interminaveis,poesias escritas em pedaços de papel de paõ sempre bem vindas, sempre verdadeiras, sempre objetivas ...outras vezes não...
Tudo isso eu queria desfrutar na minha casa de fazenda, com certeza...Lá seria um lugar de descanso para a alma e o coraçao.La seria com certeza um lugar de paz...para amar e gargalhar..muito e gostoso....Vamos?
por Monka * 11:04 AM
[Quarta-feira, Novembro 23]
Dedico esta poesia aos que me visitam com frequencia e que sei, amam de alguma forma as poesias do mestre...
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre saber sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor
*Drummond*

por Monka * 9:29 AM
[Terça-feira, Novembro 22]
Beleza Pungente
Alguns dizem que, na vida, nao há ponto final
Outros, que o ponto final é a propria vida
No meio disso, cá estou
Dividido entre o que quero e o que preciso
Se o que quero pode ser conquistado
Então não mais precisarei chorar
por expectativas frustradas
Mas se o que preciso não consigo alcançar
Talvez nada disso faça sentido
Se, algum dia, meu ponto final for feliz
Ou se, nesse dia, descobrir que a vida mesma é o tal ponto
Posso me dar por satisfeito
E vencido pelas circusntancias
adormecer em paz.
(Gustavo Santa Rosa)

por Monka * 8:15 AM
[Sábado, Novembro 19]
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo....
Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece...
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is"
em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige
um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.
Pablo Neruda

por Monka * 8:34 AM
[Quinta-feira, Novembro 17]
LIBERAL
Amanheceu sorrindo como a brisa da manhã
Teceu idéias
Novelos coloridos
Vestiu uma roupa bonita e foi caminhar
Olhando a vida
Que passava pela fresta da janela
A toda velocidade
Sem conta giros
Deixou-se ficar embevecida
Pela nostalgia
Pela melancolia
Pela alegria
Por ter vida em vida
Lembrou-se de alguém especial
A iluminar seu cenário de cores
E foi destilando ardores
Que se fez desperta
Para o amor naquele dia
Enroscou-se na alegria
Bebeu lembranças visitadas
Deu ponta pé na lua
Foi olhar o mar mais de perto
Olhou o céu estrelado
Deitou olhando estrelas
E acordou emoldurada

por Monka * 7:54 AM
[Terça-feira, Novembro 15]
Remexendo em gavetas , em papeis, encontrei esses pequenos rabiscos...
Paixão
Paixão louca por ti
Amor desvairado
Doido, varrido
Consumado
Paixão doida de ti
Amor desnorteado ...Louco esvaído.....Assombrado
Luzes da Cidade
Vejo as luzes da cidade
Enfeitando sua pobreza
Brilham tão longe,
Traiçoeiras
Nos levando a enganos
Tristezas...
Ninguém
Ao meu lado ninguém
Apenas um olhar vazio no além
Nesse momento...longe...distraída
Deixei em minh'alma uma janela aberta para o receio do meu pensamento
Onde sozinha foi debruçar minha imaginação
Você chegou em mim tão de leve
Que sequer ouvi seus passos pelo chão...

por Monka * 3:33 PM